André Trigueiro provoca debate ao comparar medidas climáticas de Trump com a Inquisição da Igreja Católica

Jornalista da GloboNews propaga desinformação sobre Igreja Católica e compara Trump ao suposto obscurantismo medieval

Em recente participação no programa Estúdio i da GloboNews, apresentado por Andreia Sadi, o jornalista André Trigueiro causou polêmica ao comparar as políticas do presidente Donald Trump com práticas da Igreja Católica durante a Idade Média, especificamente mencionando a Inquisição como instrumento de censura científica.

“Eu não estaria exagerando ao dizer que Trump, hoje, replica o que a Igreja Católica, na Idade Média, com a ferramenta da inquisição, fazia – guardadas as proporções –, que é censura e punição para quem fazia ciência”, declarou Trigueiro durante sua participação no programa.

A comparação histórica questioável

O jornalista, conhecido por sua militância em pautas progressistas relacionadas ao meio ambiente, citou figuras históricas como Galileu Galilei e Giordano Bruno para sustentar sua comparação. No entanto, especialistas em história medieval apontam que esta narrativa simplifica e distorce o complexo relacionamento entre a Igreja Católica e o desenvolvimento científico durante a Idade Média.

Muitos historiadores modernos reconhecem que a Igreja Católica medieval foi, na verdade, uma importante patrona das ciências, fundando as primeiras universidades europeias e apoiando diversos estudos científicos. Casos como o de Galileu, frequentemente citados, são mais complexos do que a simples oposição “ciência versus religião” costuma apresentar.

Críticas às políticas climáticas de Trump

Na mesma fala, Trigueiro criticou duramente as recentes medidas de Trump relacionadas às questões climáticas:

“Cientistas ligados a organizações federais como a agência espacial americana, a NASA, a NOAA, que é Administração Oceânica e Atmosférica Nacional, que são muito importantes nos relatórios no painel da ONU sobre mudanças climáticas […] Hoje são cientistas do clima ligados a organizações federais, universidade, institutos de pesquisa dos Estados Unidos”, afirmou.

O jornalista ainda acrescentou: “Então, tirou os Estados Unidos do Acordo de Paris, censura – e isso já está acontecendo – das páginas dessas organizações federais: NASA, NOAA e outras, conteúdos alusivos à crise climática, necessidade da transição energética, a vilania dos combustíveis fósseis…”

Narrativa ideológica ou análise factual?

A comparação feita por Trigueiro revela mais sobre sua própria visão ideológica do que uma análise histórica precisa. O jornalista, que frequentemente rotula posições contrárias às suas como “conservadoras”, “reacionárias” ou até mesmo “fascistas”, parece utilizar a história como instrumento para desqualificar políticas com as quais discorda.

A fala de Trigueiro sobre o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) resume sua preocupação: “E agora cientistas ligados a essas organizações estão proibidos de participar de qualquer movimento na confecção do próximo relatório do painel intergovernamental de mudança climática da ONU, que na verdade é o ‘Estado da arte’ da ciência climática – se você quiser resumir.”

GloboNews on X: “Trump proíbe cientistas de trabalharem em relatório climático, e @andretrig comenta: “Eu não estaria exagerando ao dizer que Trump, hoje, replica o que a Igreja Católica, na Idade Média, com a ferramenta da inquisição, fazia – guardadas as proporções –, que é censura e punição https://t.co/ZWwbwla7bC” / X

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