Membro da Lagoinha, Carlos Viana reassume a Frente Parlamentar Evangélica e se fortalece como voz dos evangélicos no Congresso

O senador Carlos Viana (Podemos-MG), líder da legenda no Senado, tomou posse nesta quarta-feira (19/02) como presidente da Frente Parlamentar Evangélica (FPE) para o biênio 2025-2026. Evangélico e membro da Igreja Batista da Lagoinha, Viana já havia sido reconduzido ao cargo de forma unânime no ano passado.

Em 2021, o parlamentar ganhou destaque ao defender os evangélicos no plenário do Senado, durante a polêmica indicação de André Mendonça, pastor presbiteriano e hoje ministro do STF, que foi chamado pelo então presidente Jair Bolsonaro de “terrivelmente evangélico”.

Na ocasião, Viana rebateu críticas e discursos preconceituosos, afirmando: “Evangélicos querem ser respeitados”. Agora, à frente da FPE, ele promete continuar lutando por tolerância e diálogo.

A trajetória de Carlos Viana e sua ligação com a Lagoinha

Carlos Viana não esconde suas raízes evangélicas. Em 2024, postou uma foto no Instagram ajoelhado ao lado do pastor Márcio Valadão, líder da Igreja Batista da Lagoinha, com a legenda: “Meu pastor e amigo @prmarciovaladao – BH é do Senhor Jesus”.

Valadão, uma das figuras mais influentes do evangelicalismo brasileiro, já orou por presidentes como Michel Temer e Jair Bolsonaro. Sua igreja, que começou com 300 membros, hoje conta com mais de 500 congregações no Brasil e no exterior.

Bancada Evangélica x Frente Parlamentar Evangélica: entenda as diferenças

A atuação de grupos religiosos no Congresso é antiga, mas nem todos sabem diferenciar a Bancada Evangélica da Frente Parlamentar Evangélica (FPE).

Aqui no Fé na Pauta já publicamos um artigo em que ajudamos a diferenciar a Bancada e a Frente.

A Bancada Evangélica é um grupo informal e suprapartidário, criado em 1986, que reúne parlamentares em torno de pautas ligadas aos valores cristãos. Já a Frente Parlamentar Evangélica, formalizada em 2005, é uma estrutura registrada na Câmara, que exige a adesão de pelo menos um terço dos deputados.

Curiosamente, nem todos os membros da FPE são evangélicos. Em 2024, dos 204 deputados federais da frente, apenas 79 são evangélicos. Há também 75 católicos e 50 sem vinculação religiosa identificada.

O desafio de Viana na FPE

A FPE vive um momento de divisão interna. Dois nomes disputam a liderança do grupo: Otoni de Paula (MDB-RJ), alinhado ao governo Lula, e Gilberto Nascimento (PSD-SP), ligado ao bolsonarismo. Ambos são da Assembleia de Deus.

Nesse cenário, Carlos Viana assume a presidência da FPE com a missão de manter a unidade e ampliar o diálogo. Em seu discurso de posse, ele reforçou: “Nós, evangélicos, temos uma posição muito importante no Brasil e precisamos ser exemplo de tolerância, respeito e diálogo”.

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