Em decisão controversa, Donald Trump ordena congelamento da ajuda externa dos EUA por três meses, forçando a agência Serviços de Assistência Católica (Catholic Relief Services – CRS) a fazer cortes de até 50% em seus programas humanitários. Simultaneamente, o presidente assina ordem executiva para combater suposto “preconceito anticristão” no governo.
Impacto nos programas católicos de assistência
A CRS, que atende mais de 200 milhões de pessoas em 121 países, enfrenta uma crise sem precedentes. Segundo o 7Margens, a organização fundada em 1943 pelos bispos católicos já iniciou demissões e encerramento de programas.
“Os cortes serão devastadores”, alerta Stephen Colecchi, ex-responsável pelo Escritório de Justiça e Paz Internacional da Conferência dos Bispos Católicos dos EUA.
Programas afetados pelo congelamento
Entre os projetos impactados estão:
Programa Nacional Nepalês de Vitamina A;
Ajuda a refugiados na Síria;
Assistência alimentar para 65 mil pessoas no Haiti;
Aquisição de próteses na Ucrânia;
Remoção de minas no Sudão.
Nova política governamental
Trump classificou a USAID como “dirigida por extremistas loucos”. O presidente determinou que apenas projetos que tornem os EUA “comprovadamente mais seguros e prósperos” receberão financiamento.
Combate ao “preconceito anticristão”
Paralelamente, Trump criou um grupo de trabalho liderado pela procuradora-geral Pam Bondi para investigar políticas “anticristãs” do governo Biden. A pastora Paula White comandará um novo “escritório de fé” na Casa Branca.
“Enquanto eu estiver na Casa Branca, protegeremos os cristãos nas nossas escolas, forças armadas, governo, locais de trabalho, hospitais e praças públicas”, declarou Trump.
Reação da Igreja Católica
Os bispos católicos dos EUA convocaram fiéis para pressionar o Congresso. “A ajuda externa dos EUA não é uma esmola. Ela tem impacto real na vida e dignidade humanas”, afirmam em comunicado.
Detalhes da ordem executiva
Em ordem executiva publicada no site da Casa Branca, “Erradicando o preconceito anticristão”, fica estabelecida uma força-tarefa no Departamento de Justiça. O grupo, liderado pela procuradora-geral Pam Bondi, terá representantes de 16 departamentos federais, incluindo Estado, Defesa e Segurança Interna.
O documento acusa a administração Biden de “padrão flagrante de perseguição a cristãos pacíficos”. Cita casos de prisões de manifestantes pró-vida, incluindo um padre católico e uma avó de 75 anos, além de alegada negligência em investigar mais de 100 ataques a igrejas católicas.
Com informação de 7Margens.
